terça-feira, 15 de janeiro de 2008


Frieza

Quisera uma outra voz a ditar novos amores!
Os antigos morreram, acompanho o sepultamento
Romeu e Julieta são comédias no meu torpor
Nada consegue acalentar meus pensamentos

Quisera uma outra mão a embalar docemente
O berço inerte da esperança perdida
O erro foi nosso, mudamos secretamente
A figura dantes amada agora desconhecida

Sua voz destoa a música tão ouvida
Suas mãos frias em minha pele ressentida
Fujo! Fiquei cego, não posso te ver

O raiar do dia me desperta. Sonhei!
Esquecer não é difícil como pensei
Não me fere mais a dor de não te ter


(©Alyne Santos)

domingo, 13 de janeiro de 2008

E pra começar...


A Falta


A distância, mãe da saudade
Afastou seus olhos dos meus, sem piedade
Descolou seus lábios da minha pele que grita
Separou o contato delicado das mãos aflitas

Agora meus olhos vagueiam perdidos
Meus lábios se crispam ressequidos
Meu corpo tem a febre do desejo sentido
Minhas mãos ficam soltas no vazio sofrido

Longe desse sonho que se faz permanente
Vivo a solidão de não poder sentir plenamente
E no desejo que me invade denso, sorris
Sem te ver eu te invento e sou feliz

Te vejo, quebrando a distancia absurda
Com mãos brancas, lânguidas, agudas
Molha minha boca do néctar vital
Pousa em mim teu prazer delicado e fatal

Vem! Faz poesia desse momento
Inunda minha vida de encantamento
Mostra a realidade do instante esperado
Seus pés nus tocando o universo sonhado


(©Alyne Santos )